terça-feira, 24 de maio de 2011

Carta Psicografada (uma resposta)

Fic: Carta Psicografada (uma resposta)
Capitulos: 2/2
Personagens: Raquel, what's my name, outros
Temporadas: 1
Sinopse: Uma resposta à fic "Carta Psicografada (uma corrente)" . O que aconteceria caso você não acreditasse em uma corrente? Ou o que pode acontecer...
[n/a: estou orgulhosa de mim, yay. Continuação da primeira fic que faço sem me colocar como personagem. E nesta eu também não puis uma palavra minha. Sou supersticiosa demais, é. Só que não acredito em correntes xD Enfim, boa leitura e cuidado em seus sonhos.]

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"Carta Psicografada (uma resposta)"

Seus ultimos momentos foram como o resto de sua vida…

A luz havia acabado em casa naquela noite. Felizmente meu note book estava com bateria o suficiente para mais duas huras de leitura. Meu nome é Raquel e, sim, eu sou mais uma daquelas garotas viciadas em Tumblr.

Eu estava lendo alguns posts bem divertidos até o momnto em que li aquela corrente… Falava de uma carta psicografada… Um bebê morto… Ah, não sei ao certo… No final a garota estava em um consultório psiquiatrico, acho que vou parar de seguir esse tumblr. A garota tem probleminhas.

Claro que eu não rebloguei. Meus seguidores achariam que eu tenho probleminhas, é. Enfim, voltei à ler sem conseguir esquecer da história da carta… Será que aquilo realmente era verdade? De fato, era uma corrente bem escrita, sem nenhuma apelação do tipo: “Se não reblogar vou puxar seus pés a noite.”, mesmo assim uma corrente é uma corrente e eu não acredito nisso.

Minha mãe é muito supersticiosa. Já eu não sou nem um pouco. Gato Preto dar azar é puro preconceito, bruxas não existem, sou Atea, santos não vão ter cuidado de procurar suas coisas para você, fantasmas não apareceram na tv ou em espelhos. A vida é assim, real, nua e crua.

Minha mãe, nesse exato momento, deve estar dormindo enrolada de baixo das cobertas com medo do escuro. Eu estou na minha cama macia, tomando toddynho e com algumas velas iluminando a cabeceira… Pra que ter medo do escuro? Ainda não inventaram um teletransportador, não vai aparecer nada anormal aqui.

O tempo foi passando. Existem uns tumblrs muito legais tipo o sentimentos de pelúcia… Essas pessoas escrevem muito bem, merecem meu respeito, por mais que alguns posts sejam duvidosos.

Amor puro e inocente, forte e verdadeiro? Hum, ainda estou pra conhecer.

Eu vivo na realidade, diferente de outras pessoas. Não temo o que minha imaginação cria, por que eu sei que ela que criou. Simples assim, ponto final.

Quando eu menos esperava o meu lap top desligou… É, parece que já se passaram duas horas. Eu o fechei e coloquei na mesa ao lado da minha cama, me virei para apagar as velas que estavam na prateleira, só que elas se apagaram antes que eu pudesse soprar. Me levantei e fechei uma frestinha da janela que estava aberta, me deitei e adormeci…

A jovem, após mecher no computador até meia noite, finalmente adormeceu. E, em seus sonhos, ou eu deveria dizer pesadelos? Bom, em sua mente coisas estranhas aconteciam.

Ela passava por uma rua, estava escuro e o chão de paralelepipedos estava molhado, quente e gosmento. As casas eram feitas de blocos de pedra acinzendatos que pareciam completamente sem vida. Algumas nuvens se moveram no céu e a lua iluminou o cenário. A jovem parou e apenas olhou para sua frente. Não eram casas… Eram tumulos? Ou lapides? Mausoléus? Ah, ela estava em uma trilha em um cemitério. Isso ficou claro ao ver as pedras, agora prateadas ao reluzir a luz do luar, e ao ver os vários corpos estirados derramando aquele liquido quente e gosmento.

Ela se sentiu enojada ao ver que havia se sujado com o sangue de outras pessoas, mas como toda a trilha se encontrava naquele estado resolveu continuar. Alguns cadaveres pareciam estar lá a mais tempo do que outros. Alguns derramavam sangue quente, outros já não sangravam mais… Ela se viu em uma encruzilhada e acabou parando para escoler que caminho seguir. De preferencia o mais limpo ou algum que a tirasse dquele lugar incômodo.

Sem que ela percebesse um garotinho se aproximou dela e ficou a encarando. O pequeno, sem ser percebido, puxou levemente a saia de Raquel. A jovem olhou para dele assustada. Aquele fragil e pequeno garoto deveria estar perdido. Seus cabelos eram longos e mal cuidados, sua franja lhe caia sobre os olhos e suas roupas estavam manchadas de sangue e rasgadas. ” O que foi?” A jovem perguntou e ouviu sua voz ecoar por entre as pedras e os corpos.

“Qual é meu nome?” o garotinho perguntou. A voz dele era baixa e rouca, e mesmo assim teve força para ecoar naquele cemitério.

“Como?” A jovem disse sem entender. Ela se abaixou para tirar a franja dos olhos do menino e o fez enquanto ele perguntava novamente.

“Qual é meu nome?!?” O garoto perguntou mais alto no instante em que a jovem descobriu o motivo de uma franja tão grande tapando ambos os olhos.

Aquele grito não ecoou, os passaros voaram ao fundo e a pobre garota caiu ao chão. Aquele fragil garoto não tinha olhos.

De repente tudo ficou escuro e Raquel não conseguia falar. Ela ouviu uma voz sussurrar : “Devolva minhas lembranças”

Uma mão lhe tapava os olhos enquanto outra lhe tapava a boca. O sussurro ecoou, e em seguida um grito. :” Devolva minhas lembranças! “

Raquel sentiu uma dor profunda no peito sem saber exatamente o que estava acontecendo. Sua boca estava livre para que ela gritasse, mas nenhum som saiu. Era como se ela estivesse mergulhando em um rio, calmo e morno. Logo ela não sentia mais nada, e daquele sonho ela nunca mais acordou.

Na manhã seguinte a mãe da jovem tentou acordar a filha, a mesma não reagiu. Ela estava morta, misteriosamente morta.

A mãe chamou a policia. A causa da morte parece ter sido uma hemorragia interna, causada por algo desconhecido.

Talvez você possa não acreditar em quebra de correntes, mas, em certos casos, prepare-se para sofrer as consequencias… Alias, você sabe qual é meu nome?

posted by - whatsmyname? at 09:09 am.


Carta Psicografada (uma corrente)

Fic: Carta Psicografada (uma corrente)
Capitulos: 1/2
Personagens: xxxx
Temporadas: 1
Sinopse: Leia. E limpe seu quarto mais vezes (y)
[n/a: estou orgulhosa de mim, yay. Primeira fic que faço sem me colocar como personagem. Basicamente sou contra tudo que escrevi. Aborto, maus tratos à mulheres, etc. Ah, e eu tenho uma mente perturbada. Estava extremamente feliz quando escrevi este conto. Boa leitura (y)]

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"Carta Psicografada (uma corrente)"


Antes de ontem eu estava limpando o quarto e achei uma carta muito confusa datada de 14/03/2011. É, meu quarto estava realmente uma bagunça, eu sei, mas eu me pergunto o que essa carta estava fazendo lá. Vou escrever aqui as coisas que eu li e que eu possivelmente escrevi (só sei que fui eu por ter reconhecido a letra.).

A tal carta foi (provavelmente) psicografada por mim e ela estava escrita em uma folha de fichario, no espaço entre o topo da folha e a primeira linha, aquela parte branquinha, estava escrito bem grande, ocupando todo o espaço, 14/03/2011.

“Era uma sexta de julho, não, de junho, é, fazem 9 meses, não? Bom, não importa… Eu só queria poder dizer essas palavras… Eu só queria que alguém pudesse me ouvir… Mas ninguém pode, eu não estou aqui… Na verdade eu não cheguei nem perto de estar… Minto, cheguei perto mas ninguém me deu a devida atenção.

Foi naquela sexta que aconteceu… Eu estava vivo… Eu era um ser humano como você… (…)”

Depois dessas frases tinham alguns rabiscos, palavras que eu não consegui indentificar. Acho que eram infancia, criança e bebê…

” (…) Filhos não deveriam ser tratados assim, mamãe não pensa da mesma maneira. Eu não sei qual é meu nome, você sabe? Me diga qual é meu nome! Eu quero poder falar com você de igual pra igual… Ah, mas eu não tenho muito tempo aqui. Você não tem tempo de descobrir meu nome.

Fazem nove meses que eu estou morto. Sabe quem me matou? Bom, você lembra que a mamãe achou que estava muito gorda? Há nove meses ela falou que estava tomando remédios pra emagrecer, não é? Quando na verdade ela estava tomando veneno pra me matar!!! (…)”

Até chegar nessa parte da carta eu não estava entendendo muita coisa… Mas então eu comecei a me sentir tonta e lembranças vieram à minha mente…

” (…) Eu não sei se você sabe, mas a mamãe acreditava que eu não era uma coisa boa. Ela acreditava que só um homem mau na familia bastava… Eu não tenho mais tempo… É dificil falar com você… Bons sonhos, querida irmã… Saiba que eu sempre te amei.”

Pois é, a estranha carta acaba ai… Pode não fazer sentido sozinha, e pode ser que eu tenha esquecido completamente dela por um bom tempo, mas quando eu li eu lembrei do sonho que tive na mesma noite…

Minha mãe sempre disse que meu pai não prestava. No sonho ele chegava em casa e abusava dela, aconteceu o previsto, ela ficou gravida. Mas ela queria se livrar daquele bebê. Primeiro por que ele era o segundo fruto daquele que eu costumo chamar de pai, segundo por que ela sentia que ele seria um menino. No sonho minha mãe começou a tomar muitos remédios, ela me falava que era uma nova dieta e que eu não precisaria me preocupar. E então foi como se o tempo passasse e eu estivesse vendo um bebê sendo jogado descarga a baixo.

Tudo fez sentido naquela hora. Eu nem terminei de arrumar o quarto (não sei se você se lembra, mas eu comecei a história falando que estava limpando aquilo que chamava de quarto.) e fui perguntar pra ela por que ela tinha feito aquilo. Minha mãe olhou pra mim com desprezo e saiu de casa.

Ela chegou tarde, eu ja estava na cama quando ouvi barulhos na sala. Achei que fosse mais uma briga normal aqui em casa e adormeci. Sonhei com meu irmão novamente. Acho que venho sonhado muito com ele, apenas não me lembro dos sonhos. Por que eu tenho certeza de que não é a primeira vez que eu sonho com um garotinho eprguntando “qual é meu nome?”

Ontem, quando acordei e fui pra sala vi minha mãe estirada no chão e manchada de sangue. Entrei em choque. A poça de sangue parecia formar dois corações, a primeira coisa que pensei foi que um era meu pai e o outro o meu irmão que não chegou a nascer…

Hoje eu estou na sala de espera de um consultório psiquiatra e decidi narrar pra vocês tudo o que eu passei, e contar o que minha mãe pediu para eu contar. Na verdade, foi o que eu consegui supor, talvez uma saida para essa minha sina…

Basicamente ela disse que eu não devo contar essa história para uma pessoa sequer, pois ela irá perseguir a todos em seus sonhos, da mesma forma que ela vai fazer comigo, da mesma forma que meu irmão faz comigo, mas ela irá me fazer muito mal. E eu aconselho você à passar isso adiante, por que uma vez que você saiba da desgraça da minha familia minha mãe vai querer apagar isso tudo de sua mente e meu irmão vai tentar a todo custo descobrir seu nome. Pensem assim, quanto mais pessoas, mais dificil de eles invadirem os seus sonhos, ou os meus sonhos… Espero eu.